Mio <3

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Yuki Nagato

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my great-great-grandmother

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meine Familie

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Emilie Autumn!

Indochine Bye Bye Valentine
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// RABINO CONFESSOR//

Após lavar as mãos, Boris caminha em direcção à porta. Neste momento, um grupo de rapazes entra no banheiro. Assustado, o menino dá um passo para trás, porém, os rapazes o impedem de sair. Cercado por todos os lados, Boris fecha os olhos.

Rapaz: _ Calma, nós não vamos bater em você, embora estejamos doido para fazer isto. Mas se você for aprovado no teste, nós não bateremos. Caso contrário, sim.

Boris: _ Teste? Que teste é esse?

Com um sorriso cínico na face, o rapaz caminha em direcção à pia, coloca um bolo de papel no ralo, e em seguida, enche de água até transbordar.

Rapaz: _ Se você conseguir jogar esta pedra na água sem que uma gota caia no chão, você poderá sair. Mas se a água escorrer, você nunca mais esquecerá de nós. (todos os rapazes riem) _ Aqui esta pedra, pegue!

Boris pega a pedra, e silenciosamente se aproxima da pia. O menino suspira, mas logo lança a pedra na água. Contudo, algo estranho ocorre.

Rapaz: _ O que está acontecendo?

Para surpresa de todos, a água não escorreu. Nenhuma gota caiu. Todos ficam admirados ao ver a pedra boiando na água.

Rapaz: (grita) _ Boris é bruxo!

Assustados, os rapazes saem às pressas do banheiro, berrando que Boris é esquisito, Boris é bruxo. Também estupefacto, Boris retira a pedra da água. Em seguida, o bolo de papel se desfaz e a água escorre pelo ralo.

Parte I

Lentamente, Boris caminha em direcção ao restaurante, onde está ocorrendo um festa. O jovem caminha entre os convidados. Entretidos em suas conversas, nenhum convidado percebe a presença de Boris. Entretanto, o jovem para em frente a um homem que segura um envelope.

Félix: _ Não sei quem é você, mas tenho que me desabafar com alguém.

Boris: _ Tudo bem, estou aqui para escutar.

Félix: _ Estamos comemorando vinte anos do meu cargo de chefia no banco. Um dos maiores bancos do país. Dono de uma fortuna invejável. Nós, eu e meu irmão, herdamos este banco do nosso pai. Mas agora, o meu irmão não se encontra mais entre nós. Morreu de câncer, a mesma doença que este diagnóstico diz que tenho.(abaixa a cabaça, porém a levanta em seguida) _ O meu “querido” irmão, Luís, sempre foi o preferido da família. Sendo o mais velho e mais inteligente que eu, durante anos ficou no cargo de chefia. Sua vida era perfeita. Tinha uma linda esposa, que eu tanto invejei, e uma capacidade extraordinária de administrar. Não gostei de ser “coadjuvante”. Esta posição me incomodava. Então decidi reverter esta situação. A minha bela cunhada tinha um filho. Alberto era o seu nome. Joguei toda minha ira sobre este menino. Era uma criança de apenas quatro anos, quando eu resolvi aniquilá-lo. O plano foi perfeito. Pedi a Rogério, um grande amigo meu, colocar arsénico na garrafa de água sanitária. Em seguida deixamos a garrafa acessível a criança. Tudo saiu como planejado. A criança bebeu o líquido… aqui jaz Alberto… Com uma boa quantia de dinheiro, o médico me ajudou. O laudo dizia que a criança foi envenenada por hipoclorito de sódio, e não por ácido arsénico. Mas as coisas não param por aqui, como a minha linda cunhada sofria de depressão crónica, eu ajudei piorar o seu quadro psíquico. Pois eu dava bebidas alcoólicas a ela (pausa)_ Eu a amava, mas ela nunca se importou comigo. Ela só tinha olhos pro meu irmão… eu sentia mágoa por ser rejeitado por ela. Por isso, resolvi vingar-me dela. Conduzi-a a entrar numa depressão profunda. Ela não resistiu, suicidou-se. Confesso a você, que eu chorei mais por sua morte que meu irmão. (pausa) _ A vida de Luís já não tinha mais sentido, então ele resolveu sair da chefia do banco, e se recolher em uma velha casa no interior até sua morte. Você deve está pensando que eu sou a pior pessoa neste mundo. Mas eu espero que você me compreenda. Diante que estou passando agora, eu preciso confessar. Meu jovem, você acredita que eu vejo o menino Alberto em meus sonhos. Há dias que sonho com ele…

Boris: _ Mas ele está presente. Alberto está presente.

Félix: _ Como?!

Boris: _ Ele voltou.

Félix: _ O que você está dizendo?

Boris: _ Acalma-se por favor. Não se preocupe…

Pablo: _ Pai, gostaria de falar com você.

Félix:_ Não estou com ânimo para lhe escutar. Chame Rogério, por favor.

Pablo: _ Mas por quê?

Félix: _ Faça o que eu estou mandando.

Não tarda muito, Rogério aparece acompanhado de um moça.

Rogério:_ O que houve?

Félix: _ O menino, o menino está vivo. Alberto está vivo. ( o homem não responde nada) _ Ele está vivo, você o deixou viver?

Rogério: (sussurra) _ Sim…

Félix: _ Como?!

Rogério: _ Agora não é momento apropriado para eu explicar…

Félix: _ Patife! (esbofeteia o homem)

Kíria: _ Pai!!

Félix caminha em direcção a Boris, logo abraça o jovem. Neste momento Amós Levi aparece.

Amós: _Boris, o que você está fazendo aqui?

Boris: _ Amós!

Após a saída dos dois judeus, a família Toledo resolve se reunir para discutir sobre o acontecido.

Félix: _ Você me enganou. Vivi o tempo todo uma farsa. Com você teve coragem de fazer isto comigo.

Rogério: _ Sinto muito, Félix, mas eu não tive coragem de matar o menino, por isso, Alberto sobreviveu.

Félix: (grita) _ Seu farsante!

Pablo: _ Pai não culpe Rogério pelo seu ato de benevolência. Pois ele teve o bom senso de não acabar com a vida daquela pobre criança.

Kíria: _ Pai, eu estou estupefacta com senhor. Por que o senhor queria matar Alberto? Por quê? Aliás, eu estou confusa, pensei que meu primo estava morto por acidente doméstico. Hoje, descubro que meu próprio pai armou para matá-lo. Mas logo é revelado que Alberto continua vivo. O que aconteceu com senhor? Por que o senhor fez aquilo?

Félix: _ Kíria, não é hora para perguntas e julgamentos.

Rogério: _ Eu sinto muito Félix, mas me compreenda por favor.

Félix: _ Aonde está Alberto?

Pablo: _ Próximo.

Félix: _ Pablo, você já sabia de tudo?

Pablo: _ Sim.

Kíria: _ Então você sabia de toda história, e não me contou antes. Eu sou a única perdida nesta situação…

Félix: _ O judeu disse a verdade, Alberto está presente. Então ele voltou para recuperar o que lhe pertence… (Rogério e Pablo se entreolham)

O homem caminha lentamente em direção à janela. Ao suspirar, Félix observa a lua, que reluz como nunca tinha visto antes.

Félix: _ Ele voltou… (desmaia)

PARTE II

Quando se preparava para sair do hospital, Kíria se depara com Boris.

Kíria: _ Olá, que surpresa!

Boris: _ Vim saber com está a saúde de seu pai.

Kíria: _ Por enquanto está estável. Não houve nenhuma alteração. Eu espero que melhore. (pausa) _ Eu estou muito contente lhe rever. Aquela noite foi muito confusa, não houve tempo para nós nos conhecermos. O meu nome é Valkyria, mas todos me chamam por Kíria.

Boris: _ Valkyria, diferente o nome.

Kíria: _ Meu pai é apaixonado por óperas. Valkyria é uma ópera de Richard Wagner. Eu entendo um pouco de óperas, mas não sou muito fã disso. A música não é minha paixão… o que eu amo mesmo, é computação.

Boris: _Eu me chamo Boris.

Kíria: _ Boris…Boris também é nome de uma ópera. Ah sei, Boris Godunov. É uma bela ópera.

Boris: (sorrindo) _Eu não entendo nada de óperas…mas eu tenho este nome por causa de um avô. Meus pais preferiram homenageá-lo, por isso optaram por Boris.

Kíria: (sorrindo) _ Você deve ter se assustado com as atitudes de meu pai.

Boris: _ Não. Eu não estou aqui para julgar ninguém. O estado que ele se encontrava, o levou a conversar com qualquer pessoa.

Kíria: _ Eu entendo… às vezes, eu também sinto necessidade de conversar com alguém. Nós podemos conversar?

Boris: _ Claro.

Kíria: _ Bem, (suspira) após a morte de minha mãe, senti-me muito só. Embora minha mãe e eu não tínhamos muito em comum. Vaidosa, ela sempre amou as futilidades, adorava ir às compras… ela comprava compulsivamente. Mas eu a compreendia (pausa), pois percebia que ela fazia aquilo como uma forma de refúgio. Nunca descobri a causa, mas eu não a criticava por isso. Apesar que eu achasse exagerado, porém no fundo, eu a admirava. (sentando-se) _ Ela faleceu numa cirurgia de lipoaspiração… por pura vaidade… bem, por isso que eu não me importo com estas futilidades. Eu sou o oposta dela… embora, ela me criticava muito por não ter vaidade nenhuma, e por ficar horas em frente ao computador. (suspira) _ Eu sinto muita saudades dela… e percebo que Pablo, também, sente muito a sua falta.

Boris: (abraça a moça) _ Sinto muito… (pausa) _ Mas a beleza não pode ser um instrumento de exibição. Basta deixá-la realçar para nós mesmo. Você é bela como a natureza lhe fez. (tira os óculos da face da moça).

Neste ínterim, Pablo e Alberto se aproximam, para surpresa dos dois jovens.

Pablo: (irônico) _ Que prazer de lhe rever. Jamais eu esquecerei do vidente judeu. Eu sou Pablo, e este é meu primo Alberto.

Alberto: (estendendo a mão) _ Prazer.

Boris: (cumprimentando) _ O prazer é todo meu.

Pablo: _ Bem, nós temos que ver como está o meu pai. Noutro dia, nós podemos conversar mais. (os dois se retiram)

Estranhando o jovem que acompanha o irmão de Kíria, Boris se aproxima da moça.

Boris: _ Alberto?! Ele é Alberto?

Kíria: _ Sim. Até agora eu estou surpresa com esta história. Mas este é meu primo Alberto.

Boris: _ Por onde ele andou durante todo esse tempo?

Kíria: _ Rogério disse que o deixou sob cuidados de uma parenta dele no interior.

Boris: _ Sei…

Kíria; _ Esta história é muito confusa. Mas tem um lado positivo, pois Alberto está vivo e retornou a sua família.

Boris: _ Pelo menos isto é verdade.

Dias depois, ao término das aulas, Kíria se encontra com Alberto. Silenciosamente, os dois caminham pelas ruas, durante um longo trecho. Entretanto Alberto, ansioso, resolve quebrar o silêncio.

Alberto: _ Você ainda tem contacto com aquele judeu?

Kíria: _ Você está se referindo a Boris?

Alberto: _ Sim. Vocês são amigos?

Kíria: _ Sim, nós somos amigos. Ontem mesmo, nós nos encontramos após as aulas.

Alberto: _ Vocês são amigos ou algo além disso?

Kíria: _ Não estou entendendo o porquê da pergunta. Mas se você está querendo saber se nós temos um relacionamento mais profundo, a resposta é não. Pois só somos amigos. Embora Boris seja quase um confessor para mim.

Alberto: _ Você espera que esta amizade se torne um relacionamento amoroso?

Kíria: (impaciente) _ Aonde você quer chegar, Alberto? Seja mais claro, por favor.

Alberto: _ Desculpe-me, eu não queria lhe irritar. Eu sei que estou sendo inconveniente, mas quero estar seguro sobre seus sentimentos em relação a Boris.

Kíria: _ E por que você está tão curioso em saber sobre isto?

Alberto: _ Eu preciso confessar algo…

Kíria: _ Diga…

Alberto: (segurando as mãos da moça) _ Eu gosto muito de você. Estou apaixonado por você.

Kíria:(surpresa) _ Como?!

Alberto: _ Kíria, você gostaria de ser minha namorada?

Kíria: (atonita) _ Desculpe-me Alberto, eu não posso dar uma resposta agora. Pois eu não sei o que dizer. Tenho medo de dizer algo que lhe magoe…

Alberto: _ Kíria, não precisa ter pena de mim. Eu quero que você seja sincera comigo. Pode ficar tranquila, seja qual for a sua resposta, eu estarei bem. Claro que espero que você diga sim…

Kíria: _ Realmente, eu não sei o que dizer. Obrigada Alberto, por você ter me acompanhado, mas eu gostaria de ficar uns minutos sozinha.

Alberto: _ Tudo bem. Eu lhe compreendo. (abraça a moça) _ Até mais tarde!

Kíria: _ Até… ( o jovem se retira)

Caminhando lentamente, Valkyria começa a reflectir sobre a sua amizade com Boris.

Kíria: (pensando) “O que será que realmente sinto por Boris? Será que o vejo como amigo? Será? Não, ele não é apenas um amigo. Ele é mais que isso. Sinto algo profundo por ele… Será que eu estou apaixonada por Boris? Sim… possivelmente sim… o que farei agora? E Alberto, o que posso dizer a ele?”

Os dias foram passando, porém Valkyria evitou Alberto durante este tempo. Intrigado com esta situação, Alberto pede ajuda a Pablo. Sem questionar, Pablo aceita ajudar o jovem. Então ele decide visitar Boris.

Curiosa, Nina observa pela janela o jovem que estaciona um luxuoso carro em frente a sua casa. Bem vestido, o jovem engrandece diante aos seus pequeninos olhos.

Nina: (suspira) _ Meus Deus, ele é um verdadeiro galã!

Logo a campainha soa. Às pressas, Nina desce a escada para abrir a porta. Tête-à-tête com o jovem, a menina não consegue responder a pergunta de Pablo.

Pablo: _ Você está me escutando, Boris Iskovizt está?

Nina: _ Boris… Boris…

Amós: (aproximando-se) _ Desculpe-me, mas Boris não está neste momento. Mas eu posso deixar um recado para ele. Entre, nós podemos conversa. Nina, você pode nos deixar a sós?

Nina: (chateada) _ Tudo bem. ( se retira)

Pablo: (sentando-se) _ Agradável a menina… mas vamos directo ao assunto. É uma pena não encontrar Boris, pois eu estava ansioso para falar com ele. Mas eu acredito que o senhor é de confiança.

Amós: (sorri) _ Claro…

Pablo: _ Bem, como Boris é o melhor amigo de Kíria, na atualidade, por isso eu gostaria que ele fizesse um pequeno favor.

Amós: _ O que se trata este favor?

Pablo: _ Gostaria muito que ele convencesse Kíria a namorar Alberto. Ele a ama muito. Mas até agora, ela não deu uma resposta. Porém como a amizade dos dois é intensa, e Kíria só escuta Boris, por tudo isso, ele é a pessoa ideal para convencê-la.

Amós: _ Compreendo… tudo bem, eu falarei com Boris. Sendo ele o melhor amigo dela, é claro que Boris fará questão de lhe ajudar.

Pablo: (levantando-se) _ Saiba que eu estou muito grato com a sua disposição.

Amós: _ Não precisa agradecer. Pois é uma honra lhe ajudar.

Pablo: _ Lamento por não poder ficar mais tempo, pois eu tenho muitas coisas a fazer. (os dois se cumprimentam)

Amós: _ Sem problema.

Ao virar-se, Pablo se depara com Nina. Com os lábios pintados, a mocinha sorri pro jovem, e este a retribui com um sorriso.

Pablo falou com a pessoa certa. Amós Levi jamais aceitou a amizade entre Boris e Kíria. Seu medo é que esta amizade se torne em algo mais intenso. Por outro lado, Pablo tem medo de Boris, por ele se sensitivo. Ambos têm o mesmo objectivo, desfazer a amizade dos dois jovens.

Amós: _ Boris, hoje à tarde, o irmão de Valkyria Toledo veio aqui. Conversamos muito.

Boris: _ Sobre o quê?

Amós: _ Ele explicou como anda o quadro clínico de seu pai. Lamentável a situação…

Boris: _ É muito triste… eu peço a Deus que ele melhore.

Amós: _ Mas ele me contou uma notícia boa.

Boris: _ O que se trata?

Amós: _ Kíria está namorando.

Boris: _ Como?! Kíria está namorando? Quem?

Amós: _ Alberto, o próprio primo.

Boris: _ Kíria está namorando Alberto?

Amós: _ Não me diga que você não sabia? Que dizer que ela não lhe contou?

Boris: _ Não. Até onde eu sei, ela não tinha namorado nenhum.

Amós: _ Mas foi o irmão dela que me contou sobre isto. Acredito eu que ele não inventaria algo assim.

Boris: _ Por que ela omitiu isto para mim? Não entendo…

Amós: _ Não sei com explicar…( posiciona o olhar para esquerda)

Chateado com a notícia que Amós Levi lhe contou, Boris se tranca no quarto. Porém o seu celular toca. Antes de atender a chamada, o jovem verifica para ver quem está telefonando.

Boris: (seco) _ Alô…

Kíria: _ Alô Boris, sou eu. Tenho um notícia boa para contar…

Boris: _ Eu já sei.

Kíria: _ Como?! Ah! Que estúpida que sou, esqueci do seus dons sensitivos…

Boris: (impaciente) _ Kíria, desculpe-me, mas agora estou ocupado. Eu não posso conversar com você.

Kíria: _ Que pena, eu tenho algo tão bom para lhe contar.

Boris: _ Você está feliz?

Kíria: _ Muito feliz…

Boris: _ Kíria, eu não posso falar com você agora, pois tenho que conversar com Amós Levi sobre o meu noivado.

Kíria: _ O quê?! Noivado?

Boris: _ Tchau Kíria. (desliga o celular)

Atonita com as palavras de Boris, Kíria desliga o computador para compreender melhor sobre a situação.

Kíria: (surpresa) _ Noivado? Ele nunca me disse isto antes. Por que só agora que Boris falou sobre isto? Justo no momento de pequena felicidade para mim, pois eu fui aceita num estágio super concorrido. Pois eu queria tanto lhe contar esta notícia, mas ele estava impaciente. (pausa) Pensei que ele gostasse de mim. Que estúpida que sou! Jamais Boris gostaria de mim, pois sempre fui uma amiga para ele. Eu sempre serei uma amiga, nada mais que isso… (pegando o celular) _ Alô Alberto, (pausa) estou lhe ligando para dizer que aceito namorar contigo…

PARTE III

A passos curtos, Boris caminha em direcção à casa dos Toledos. Após um suave suspiro, o jovem aperta o interfone. Ninguém responde. Boris aperta novamente, e em seguida a porta é aberta. Logo, o jovem caminha pela casa em direcção à música que soa alto, vindo do jardim interno. Ao chegar no jardim, Boris se depara com uma grande festa. Parado próximo às flores, o jovem observa Kíria e Alberto à distância.

Pablo: (aproximando-se) _ Veja só quem está aqui, Rogério, o nosso vidente judeu. (irónico) _ É uma honra em lhe receber em minha humilde casa. (Boris não responde) _ O que houve com você? Há alguma coisa estranha que se paira pelos ares?

Alberto: (aproximando-se) _ Boris, o que você faz aqui?

Boris: _ Gostaria de falar com Kíria, é possível?

Alberto: _ Bom, ela está ocupada. Passe outra hora, assim você poderá falar com ela.

Kíria: (se aproxima) _ O que você está falando, Alberto?

Alberto: (surpreso) _ Kíria?!

Kíria: (segurando a mão de Boris) _ Sim, nós podemos conversa.

Pablo: (rindo) _ Alberto está com ciúme, Kíria.

Alberto: _ O que você disse?!

Kíria: _ Não precisa ter ciúme, Alberto. Boris e eu somos apenas amigos.

Pablo: _ Boris, você gostaria de comer alguma coisa?

Boris: _ Sim, gostaria muito.

Pablo: _ Por favor, tragam algo para meu grande amigo.

Uma bela jovem aparece, segurando uma bandeja.

Pablo: _ Sirva-se. Bom apetite!

Boris: _ Desculpe-me, mas eu não como linguiça.

Pablo: _ Tem alguma coisa que lhe proíba de comer? (todos riem)

Boris: (seco) _ Não, simplesmente eu sou vegetariano.

Pablo: _ Que pena!

Kíria: (irritada) _ Deixe-nos em paz, seu palhaço!

Pablo: _ Calma Kíria!

Sem responder ao irmão, a moça se retira acompanhada por Boris.

Alberto: _ Por que você fez isto?

Pablo: _ Deixe-me em paz, Alberto. (se retira)

Durante a festa toda, Alberto bebia o tempo todo. Tonto por ter ingerido tanto álcool, o jovem decide se aproximar de Boris.

Alberto: (sentando-se) _ Posso falar com você?

Boris: _ Agora?

Alberto: _ Por favor…

Boris: _ Tudo bem, nós podemos conversar.

Alberto: _ Eu lhe agradeço antecipadamente… (pausa) _ Eu não sou a pessoa que você pensa que sou.

Boris: _ Como?! Não estou entendendo…

Alberto: _ Você sabe, mas não sabe como foi que isto aconteceu. Eu não sou Alberto. ( risos) _ Alberto jamais sobreviveu. O exame de DNA é falso… mas eu incorporei este personagem, e sinto que ele me dominou. Não consigo mais me separar de Alberto. Alberto agora, faz parte do meu ser. Um ser que verdadeiramente nunca existiu. Por isso, eu revivo Alberto. Ele está vivo em mim (risos) _ O meu verdadeiro nome é Álvaro (pausa) _ Este Álvaro era um sujeito imprestável… (aproximando de Boris) _ Minha vida mudou quando conheci Pablo e seu amigo. Lembro-me até hoje do primeiro dia que os vi. Depois de ter escapado de uma clínica de reabilitação, e sedento pelas malditas drogas, me joguei em frente do primeiro carro que eu vi, para pedir dinheiro. O motorista caçoou de mim, jogando o dinheiro directo ao chão. Mas minutos depois, ele me pediu para aproximar. Rapidamente um homem me agarra e me joga para dentro do carro. Assustado com aquela situação, os dois se apresentam para mim. “Você quer mudar de vida? Ter todo o dinheiro do mundo para comprar uma quantidade enorme de drogas? Nós temos a receita para o seu sucesso…” estas foram as palavras de Pablo. Ele me prometeu um mundo encantador. Álvaro perdido em sua debilidade, aceitou rapidamente. Eles me persuadiram a passar por Alberto, com o intuito de derrubar Félix Toledo, para que assim, Pablo e Rogério tornam-se donos absolutos do banco. Mas Álvaro pouco sem importou com as más intenções dos dois, o mais importante era ter uma vida que jamais teve. (pausa) _ O sonho virou realidade… Agora eu tenho tudo o que preciso e mais. Vivenciar Alberto me proporcionou tudo isso. Nunca mais quero retornar àquela vida de antes… na realidade, Álvaro é quem morreu, e não Alberto. Eu sou Alberto… Alberto está vivo (chora)

Boris: (abraça o jovem) _ Tudo bem… não se preocupe, está tudo bem…

Enquanto isso na mesma noite, em plena madrugada, Félix se desperta. Como é início do verão, a noite está abafada, e o homem não consegue dormir. Esquecido por todos, Félix contempla sobre todos os acontecimentos de sua vida.

Félix: _ Por que será que fiz tudo aquilo? Imaginava eu que fosse eterno? Agora eu estou aqui, isolado num hospital… por quê? Não consigo entender a mim mesmo… Pablo, Kíria, Rogério e Alberto, há tempo que eles não me visitam (pausa) _ O judeu… gostaria muito de revê-lo, de conversar com ele. Aonde ele está agora? É uma pena de não poder vê-lo…

Lentamente o homem se levanta para poder se encostar na cabeceira da cama. Porém neste momento, Félix vê um menino sentado na beira de sua cama.

Félix: _ Não tenha medo de mim. Não farei mais mal a você. (estende o braço) _ O que você quer de mim? Por que você voltou? Por …quê? (falece)

Este foi o fim de Félix Toledo. O homem morre atormentado pelo seu passado, e isolado por todos familiares e amigos. Em seu velório, só compareceram os dois filhos, Alberto, Rogério e Boris. Um semana depois, Pablo assume a chefia do banco, e Rogério permanece no cargo de assessor financeiro.

Falando ao celular com Rogério, Pablo caminha às pressas pela avenida. Concentrado em sua conversa, o jovem esbarra nas pessoas, porém pouco se importa com elas. O jovem caminha em direcção ao estacionamento. Logo Pablo atravessa a rua sem perceber que o semáforo está fechado para pedestres. Entretanto algo chama a atenção do jovem. Pablo vê um menino parado em sua frente. O jovem deixa o celular cair, enquanto observa o menino que tem o semblante familiar. Porém Pablo está parado no meio da rua. Em poucos segundos, um imprudente motorista o atropela.

Dez minutos depois, Nina, curiosa, caminha em direcção a um aglomerado de pessoas. A menina se contrai toda para poder passar entre os observadores.

Nina: (assustada) _ Meus Deus! Isso não deve estar acontecendo comigo. Não quero acreditar ( cobre o rosto com as mãos). Será que se trata da mesma pessoa? (observa o corpo) _ É ele, é ele mesmo, o meu galã… Como isso aconteceu? Jamais poderia acontecer algo assim com ele… (ajoelhando-se) _ Por quê? Por que logo com ele? (abraça o corpo) _ Que loucura…

PARTE FINAL

Durante toda a semana, Boris tentou contactar-se com Kíria. Enviou vários e-mails, mensagens por celular, porém o jovem não obteve nenhuma resposta da moça. Pois esta estava chateada com os últimos acontecimentos: com as mortes de seu pai e de seu irmão, e também com a descoberta de Álvaro. Entretanto após retornar da missa de sétimo dia de falecimento de Pablo, Kíria se tranca no quarto, e em seguida liga o computador.

Kíria: (lendo o e-mail) _ “Gostaria muito de falar com você, antes de viajar para o exterior…” Meus Deus, ele está saindo do país, e eu não respondi nenhuma de suas mensagens. Como sou estúpida! Preciso mais rápido possível ver Boris.

Trinta minutos depois, Kíria chega na estação de metrô. À distância, a moça vê Boris, que ali estava há duas horas esperando por ela. Kíria corre para poder alcançar o jovem. Porém o metrô chega.

Kíria: (grita) _ Boris.

Boris: (olhando para trás) _ Kíria…

Contudo as pessoas, impaciente, empurram o jovem para dentro do metrô.

Boris: _ Kíria.

Ao descer a escada correndo, Valkyria tropeça.

Kíria: _ Boris.

Tarde de mais, as portas do metrô se fecham.

Kíria: _ Boris… (seus olhos lacrimejam)

Neste momento, o menino se aproxima, e em seguida abraça a moça que está sentada no chão.

FIM!

Kooh (Pangya)

Kooh (Pangya)

Kagamine Len Ponponpon
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Sou a versão feminina de Bernardo Dovizi da Bibbiena. by Mrs. Lujansky